top of page

Desafiando o Status Quo: As Lições de Ruth Bader Ginsburg em On the Basis of Sex

  • Foto do escritor: Priscila Z Vendramini Mezzena
    Priscila Z Vendramini Mezzena
  • 5 de mar.
  • 2 min de leitura

Quando Ruth “Kiki” Ginsburg ingressou na Harvard Law School, em 1956, as mulheres ainda eram uma presença rara no ensino jurídico. O filme On the Basis of Sex retrata alguns dos muitos desafios que Ruth enfrentou ao longo de sua trajetória profissional simplesmente por ser mulher.


Em Harvard, sua turma contava com cerca de 500 alunos homens e apenas nove mulheres. O então reitor da faculdade de Direito, Erwin Griswold, convidou as estudantes para um jantar e perguntou por que estavam na Harvard Law School “ocupando o lugar de um homem”.


Quando o marido de Ruth, também advogado, aceitou um emprego em Nova York, ela solicitou autorização para concluir seu último ano na Columbia Law School, mas o pedido foi negado. Ruth acabou se transferindo para Columbia, onde se formou em 1959 empatada em primeiro lugar em sua turma.


Apesar de seu desempenho acadêmico excepcional, Ruth enfrentou diversas rejeições ao se candidatar a vagas em escritórios de advocacia. Ela iniciou então sua carreira na academia, tornando-se professora na Rutgers Law School, em 1963.


Alguns anos depois, surgiu uma oportunidade decisiva. Ruth identificou um caso de discriminação de gênero contra um homem, Charles Moritz, que teve negada uma dedução fiscal para contratar um cuidador para sua mãe porque era solteiro. A legislação concedia esse benefício apenas a mulheres ou homens anteriormente casados.


Ruth percebeu nesse caso não apenas uma injustiça individual, mas também uma oportunidade estratégica para questionar leis baseadas em estereótipos de gênero. Junto com Marty Ginsburg e Melvin Wulf, da American Civil Liberties Union (ACLU), ela representou Moritz no caso Moritz v. Commissioner, argumentando que a regra violava a Equal Protection Clause da Décima Quarta Emenda da Constituição dos Estados Unidos.


O caso foi bem-sucedido e marcou a primeira vez que uma disposição do Internal Revenue Code foi declarada inconstitucional por discriminação de gênero. Décadas depois, em 1993, Ruth Bader Ginsburg foi nomeada Associate Justice da Suprema Corte dos Estados Unidos, tornando-se uma das juristas mais influentes da história americana.


Lições Principais


  • Transformar obstáculos em propósito – Ruth transformou experiências de discriminação em motivação para promover mudanças estruturais no sistema jurídico.

  • Reconhecer o poder das parcerias – Sua trajetória também evidencia a importância das alianças. O apoio e a confiança de Marty Ginsburg em seu propósito tiveram papel fundamental na abertura de oportunidades.

  • Excelência como ferramenta de transformação – O profundo conhecimento jurídico de Ruth permitiu que ela desafiasse leis estabelecidas e construísse argumentos capazes de gerar mudanças sistêmicas.

  • Coragem para questionar o status quo – Muitas desigualdades persistem simplesmente porque não são contestadas. Ruth mostrou que o progresso começa quando alguém ousa questionar aquilo que por muito tempo foi considerado “normal”.


Às vezes, mover-se com fé significa desafiar aquilo que por muito tempo foi considerado imutável. Foi assim que Ruth começou a transformar a história.




Comentários


Priscila Z Vendramini Mezzena

©2024 por Priscila Z Vendramini Mezzena. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page